
Chegou carnaval, não tive condição de comprar um abadá, e nem mesmo pagar um camarote, é bem verdade que a prefeitura tem a arquibancada de "graça" no campo grande. Mas não tenho paciência de ficar horas em uma fila quilométrica, tendo até que passar a noite, para adquirir um ingresso. Tenho um dinheirinho guardado, mas esse dinheiro vai ser para minha cervejinha que custa R$ 2,00 o latão. Tenho que pensar no transporte, porque a comida, eu não me preocupo tanto, pois já saio de casa com o estomago forado, como muitos dizem: "já saio comido". Depois de encontrar um lurgazinho no passeio, fico ansioso para começar os desfiles, aí vem o trio, se for o de Ivete, da Timbalada, Chiclete, Eva, Claudia Leite, percebo que valeu apena aquela luta. O trio emana um som que parece que invade nossa alma. Canto, danço, são minutos de uma euforia inexplicável. Entre um trio e outro bebo meu latão, vou no banheiro químico para despejar as cervejas que é diurética, volto logo para meu lugar, se foi ocupado por outro pipoca, não importo, procuro outro lugar. Vejo todos os artistas, que só conhecia pela televisão, alguns são diferentes, mais magros, porém todos bem cuidados e bonitos. O comércio do carnaval é uma loucura, são vendedores ambulantes em todo os lugares, mas todos conseguem se divertir. Os catadores de latas, não deixam nem a lata cair no chão, eles sabem que para conseguir R$ 1,00 tem que ter no seu saco umas 80 latinhas, é um trabalho duro, mas tem muitos que até conseguem dançar quando passa um bloco ou trio.
Claro que a violência existe, onde existem milhões de pessoas, com cultura e valores diversos, sempre tem discordâncias. Percebo que nesse carnaval, o policiamente foi reforçado, toda hora passam patrulha com numerosos policiais, implantaram o spray de pimenta e a pistola paralizante. Os brigões estão mais cautelosos. Procuro não ficar em muvuca, para não correr o risco de sofrer algum tipo de agressão.
Claro que a violência existe, onde existem milhões de pessoas, com cultura e valores diversos, sempre tem discordâncias. Percebo que nesse carnaval, o policiamente foi reforçado, toda hora passam patrulha com numerosos policiais, implantaram o spray de pimenta e a pistola paralizante. Os brigões estão mais cautelosos. Procuro não ficar em muvuca, para não correr o risco de sofrer algum tipo de agressão.
Após ter visto e brincado muito é hora de ir para casa, me desloco para o terminal de ônibus, chegando lá fico feliz por não precisar pegar aquelas filas quilometricas do passado, a prefeitura nesse ponto, está de parabéns.
São seis dias que sigo essa rotina e posso liberar o estresse dos dias normais. O carnaval é mágico, onde as pessoas vestem uma fantasia e esquece dos inúmeros problemas do resto do ano.
São seis dias que sigo essa rotina e posso liberar o estresse dos dias normais. O carnaval é mágico, onde as pessoas vestem uma fantasia e esquece dos inúmeros problemas do resto do ano.
Talvez no próximo ano não seja um folião pipoca, mas se o capitalismo não permitir serei pipoca com muito prazer.
(Vanildes Ribeiro)

Oie Van...
ResponderExcluirObrigada pelo comentário no meu blog...
Pelo visto seu carnaval foi maravilhoso!! risos
Meus pais viajaram, e eu fiquei sozinha em casa...Fui dois dias no palco do rock, e dois em itapuã...tb foi muito legal...apesar dos contratempos...Meu pai até mandou eu te ligar pra você ficar aqui comigo esses dias...Mas, eu não quis atrapalhar...Por que imaginei justamente isso descrito no seu texto...risos!
O policiamento em Itapuã tb estava divino, eu nem acreditei...não vi nenhuma violência...foi bem tranquilo...
Quando puder entra no msn!
Bjão e continue escrevendo, até mesmo se for pra falar da "pipoca"...
Adorooooo!!
Fuiz...